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Uma prática em construçãoHá conseqüências práticas que se deduzem dos fundamentos e princípios da pedagogia espírita. Entretanto, não existe, nem poderia existir, um modelo fechado de escola espírita. Trata-se de uma prática em construção a que todos os que se identificam com os ideais pedagógicos espíritas estão chamados a participar. Podemos entretanto traçar algumas diretrizes dessa prática, a partir das inspirações dos antecessores e dos pioneiros da pedagogia espírita. Claramente, a escola espírita não poderá ser uma escola sectária, que doutrine os educandos no espiritismo. Sua abordagem de conteúdo deve ser inter-religiosa e plural, onde a visão espírita seja uma das visões de mundo discutidas, junto a outras visões espiritualistas ou não. A escola espírita também deve romper completamente com a escola tradicional, adotando parâmetros de liberdade, educação ativa, em que os educandos escolham seus projetos de pesquisa, produção, tornem-se sujeitos de sua própria educação. A escola espírita deve valorizar o estímulo estético, a vivência solidária, o cultivo da espiritualidade e a ação social transformadora. Além dessas diretrizes, os princípios da pedagogia espírita podem ser pensados e aplicados em outras relações humanas, para que ganhem um caráter mais pedagógico e menos estruturado no poder: relações entre membros da família, relações entre médicos, terapeutas e pacientes; relações entre cidadãos numa comunidade socio-política; relações de trabalho… |